Em entrevista na manhã de hoje na
rádio comunitária Sisal FM, o prefeito eleito de Picuí Olivânio Remígio
anunciou o início dos trabalhos da 'caravana da transição' já para semana que
vem em todas as repartições públicas comandadas pela prefeitura municipal.
Após a comissão ser formalizada através de decreto, o objetivo da
caravana é fazer um apanhado geral de toda estrutura técnica e administrativa
da prefeitura de Picuí desde funcionários comissionados e efetivos até a
infraestrutura dos prédios municipais, ou seja, será feito uma espécie de
'raio-x' de todas repartições municipais. Numa reunião com o Ministério Publico
juntamente com os dois prefeitos, o atual e o eleito, Olivânio declarou que
respeita o prefeito Acácio Dantas e que não quer gerar quaisquer transtornos ou
embaraços para a administração atual, enfatizando que 'respeita qualquer
decisão que ele (Acácio Dantas) tome desde que não fira o princípio
constitucional da legalidade em relação as contas públicas'.
Acontecerão reuniões com várias equipes de trabalho do quadro
efetivo podendo haver ainda a potencialização daqueles que tenham habilidades
de desempenhar alguma função e que não é aproveitado adequadamente gerando
assim folga no orçamento municipal a partir de janeiro deixando a prefeitura 'enxuta'.
EM TEMPO
O que a população deve ficar atenta é o fato de que existe a intenção do atual grupo governista, encabeçado pelo cacique político Rubens Germano, de colocar em prática o chamamento para alguns candidatos que passaram no último concurso público municipal para que ocupem seus devidos cargos. O problema está que a folha de pagamento de Picuí tem o limite de comprometer até 54% do orçamento público com os funcionários efetivos pela lei de responsabilidade fiscal, porém a folha já está comprometida em 52,05%, restando assim 1,05% de 'folga'.
Se acontecer do prefeito atual Acácio Dantas convocar esses demais
funcionários a mando de Rubens Germano, estará entrando num processo que não
tem volta sobre a responsabilidade com o dinheiro que entra na prefeitura e
poderá deixar a administração de Olivânio com o cinto apertado para gerenciar
os próximos quatro anos.
Acácio agora ficou numa sinuca de bico: deixar a prefeitura viável
para o prefeito Olivânio ou atender aos gritos do cacique Rubens por birra
política em não aceitar a derrota nas urnas? Se o prefeito atual decidir ouvir
os gritos do cacique, será apenas um boneco de marionete nas mãos do deputado
derrotado e poderá enfrentar um processo severo e pessoal pela frente.
Quem viver, verá!

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